ABRAC realiza confraternização
8 de dezembro de 2012Entidade, que recebe ajuda financeira até do exterior, presta atendimento a crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos de idade que foram retirados do convívio familiar por este ambiente se tornar problemático para o seu desenvolvimento
A diretoria da ABRAC – Associação Beneficente de Renovação e Assistência à Criança – celebrou neste final de semana mais uma confraternização em sua sede, no bairro Jardim Aracy.
Com a presença de amigos que auxiliam a manter a entidade, inclusive representantes de voluntários da Noruega, a presidente da instituição, Marli Ribeiro, reuniu as crianças e adolescentes que compartilharam momentos agradáveis com os funcionários e colaboradores. Brinquedos infláveis, máquinas de jogos eletrônicos, carrinho de pipoca e algodão doce, cachorro quente e refrigerante.
A ABRAC tem atualmente sob sua responsabilidade 33 crianças e adolescentes na faixa etária de 7 a 18 anos de idade. São meninas e meninos que foram retirados do convívio familiar por ordem judicial por não retratar o que preconiza vários artigos do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – o qual toda a criança tem uma série de direitos nas áreas de educação, vida digna, liberdade de pensamento, à convivência familiar, a um ambiente sadio, etc.
Na ABRAC, os jovens fazem atividades culturais e esportivas, estudam e participam de cursos técnicos e de idiomas, entre outras atividades. Além do aporte financeiro de colaboradores e do Poder Público, a entidade recebe ajuda do exterior. Um grupo de voluntários da Noruega se mobiliza para enviar recursos para Mogi das Cruzes. Atualmente, até um time de handebol da cidade Haugesund mostrou interesse no projeto desenvolvido no Município.
A pedagoga Caroline Ellegsen participou das atividades da ABRAC neste final de semana. Ela foi voluntária no projeto da entidade há alguns anos e agora volta como visitante, inclusive para saber como andam os trabalhos aqui em Mogi das Cruzes. A previsão é que um grupo de estudantes venha para a Cidade para realizar um estágio com o trabalho que é feito pela associação com as crianças e adolescentes acolhidos.
Friso que é um trabalho de extrema responsabilidade este que é feito pela ABRAC em Mogi das Cruzes. As crianças que a entidade recebe são provenientes de lares desestruturados, por isso que defendo a importância de se desenvolver políticas públicas para que as famílias sejam a verdadeira estrutura da sociedade, dando condições de crescimento econômico para que elas possam educar de forma correta e digna seus filhos.
E esta preocupação vem de encontro com o que havia defendido em um debate sobre a inclusão dos jovens no mercado de trabalho, este seria um importante passo para reinserir estes meninos e meninas ao convívio familiar, principalmente por meio do trabalho. Para isso, é preciso articular com a iniciativa privada a contratação dos jovens (maiores), ou seja, aqueles que já chegaram aos 18 anos de idade, pois existe demanda de vagas de trabalho que não necessitam de experiência prévia. Atualmente, as agências de emprego na Cidade possuem uma forte articulação com o setor industrial. Tanto na área de prestação de serviços como no comércio que, diga-se por oportuno, é onde está o maior número de vagas de emprego, não têm uma fonte rápida para a busca de empregados.